Sobre a minha profissão: a minha versão mais nova estaria orgulhosa de mim?
Eu sempre fui uma criança criativa. Desde muito nova imaginava, escrevia e ilustrava as minhas próprias histórias. Escrevia livros, desenhava, colava, dobrava e se fosse preciso, descartava e fazia tudo outra vez, sem medo de errar. Sempre devorei e colecionei livros de todos os gêneros. Uma das recordações mais afetivas que tenho é de quando com apenas três ou quatro anos de idade, minha mãe me levava na biblioteca da escola que eu estudava, e coincidentemente ela dava aulas, para escolher um livro emprestado e levá-lo para a casa. Era sempre uma euforia e ansiedade imensa. Eu sempre escolhia os mesmos livros – na época eu tinha livros de conforto, aqueles que eu julgava preferidos e que não importava o tempo que passasse ou quantas vezes eu teria lido, eu sempre voltaria a escolhê-los, e 'menina bonita do laço de fita' era um deles. A minha infância inteira e um pouco da adolescência foi tomada pelo hábito da leitura. E quando minha mãe me questionou o que eu gostaria de s...